Malandragem é Linha de Força, Linha de Caridade, É Linha de Umbanda. Hoje ando na Linha... Sou Malandro, sou protegido por nosso Pai Glorioso Guerreiro São Jorge e pela energia de Ogum, com essa proteção levo a todos que me chamam a Segurança, a Paz e a Ordem... Sou Jogador, mas não jogo com isso, pois sei que com proteção não se brinca! Na Navalha, no Carteado, no Chapéu, no Dado, na Cerveja, na Ficha, no Cigarro e até no Terço que carrego, tenho minha Magia e meus Mistérios, mas levanta da Mesa e chora, quem não tem a Malandragem em seu caminho! Proteção, Paz e Luz de nosso Senhor aos Filhos de Umbanda... Salve a Malandragem!

Por Malandro Zé da Silva.

Seguidores da Malandragem

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A Casa e o Porão - Palavras de Zé Pilintra





A vida da gente é feito uma casa bem grande, repartida em vários cômodos...

Tem a sala, onde a gente se reúne com a família e os amigos pra uma conversa boa, regada a um café cheiroso...

Tem a cozinha, onde acontece a alquimia da preparação dos alimentos...

Tem a lavanderia, onde a água e o sabão cheiroso fazem a higiene das nossas roupas e preparam a limpeza geral do ambiente...

Tem a varanda que dá para o quintal, onde a gente pode sentar e esticar as pernas num banquinho pra ter mais conforto, e olhar o céu, pegar um pouco de sol, e refrescar as idéias...

Tem o banheiro, onde higienizamos o corpo e colaboramos com a Mãe-Natureza na tarefa constante da purificação e equilíbrio das nossas energias... Tem os quartos, onde o nosso corpo repousa, renovando nossas forças...

E tem sempre um canto mais escondido, talvez um porão, onde se guardam as lembranças e às vezes até algumas tralhas sem mais utilidade...

Enfim, cada espaço da casa tem seu uso e sua serventia.

Quem se ocupa em ser feliz fica mais tempo nos lugares de ocupação, de higiene, de lazer e de descanso: a cozinha, a lavanderia, o banheiro, a sala e os quartos. Já quem alimenta muita insatisfação visita mais o porão, revivendo o passado, preso a lembranças, ou então acumulando tralhas... Na vida da gente também é assim. Muitas vezes, ficamos tempo demais “no porão”, no cantinho das lembranças... Mas a vida acontece agora, neste minuto, no tempo de hoje. Então, é no agora que precisamos estar! É certo que a gente precisa de um tempo pra organizar as idéias. Separar o que se usa com frequência daquilo que só de vez em quando vamos precisar, e deixar cada coisa arrumada no lugar certo. E o porão vai servir pra guardar o que se usa menos, mas que ainda tem serventia. Contudo, na maior parte do tempo precisamos estar em outros cômodos: para nos alimentar e nos higienizar, para entrar em contato com as outras pessoas, doar o que temos de melhor em nosso coração e receber delas algo que nos faça bem, ou então para descansar das tarefas do dia. Passar mais tempo “no porão” é fugir da vida, é negar a realidade. É perda de tempo...

Reencarnar é uma oportunidade valiosa! Reencarnamos para evoluir. Evoluímos por aprender. E aprendemos no contato com os outros, nas experiências diárias de erro e acerto que a vida nos proporciona.

Nas dificuldades comuns dos relacionamentos é que aprendemos a desenvolver as qualidades da compaixão, da paciência, do entendimento e do perdão.

Não mudamos o outro, mas aprendemos a fortalecer o nosso caráter, aprimorando nossa personalidade com as forças que trazemos na alma.

Aprendemos que a vida não é um terreno para disputas, mas sim um campo fértil onde as nossas virtudes podem crescer e nos levar adiante, numa rota de evolução e de paz interna.

Fugir do contato com os outros não traz benefício algum para a nossa alma e nem para o nosso corpo.

O físico reflete as dores da alma e adoece quando ela está enferma. O ressentimento, a mágoa, a tristeza acumulada, tudo isso acaba por acarretar doenças físicas. O nosso coração não foi feito para ser “um porão” de coisas velhas e inúteis...

O centro do coração é a ponte que nos liga ao Eterno, ele é feito um “guichê” de entrada para a Casa da Luz Celestial. Por intermédio da pureza do nosso coração é que nós recebemos toda a Pureza do Amor de Deus. Ele funciona como a nossa porta de contato com uma corrente de Energia da mais alta qualidade e que vai nos alimentar e revigorar continuamente.

Pela harmonia dos sentimentos e emoções que carregamos em nosso coração é que nós podemos ser revigorados pelo Bem Maior que vem de Deus. E é este Bem que nos preserva e que nos salva, livrando-nos de todas as maldades. Por isso, precisamos manter em ordem e harmonia o nosso coração, livre dos ressentimentos, das mágoas, rancores e tristezas.

Não use o seu coração como “um porão” de coisas velhas e inúteis, livre-se agora mesmo de viver na escuridão... Faça por viver a sua vida com plenitude. Saia desse canto escuro, onde você tem vivido isolado e triste!

Abra-se para conviver fraternamente com os outros e consigo mesmo. Esqueça que errou e esqueça os que erraram com você. Viva o hoje, o agora!

Visite todos os cômodos da sua casa interna, abra-se para viver a vida de forma integral. Renove-se, recomece! Se o seu coração anda amargurado, tome alguma providência imediata pra mudar isso hoje mesmo! Posso lhe dar umas “receitas”:

Acenda uma vela rosa e uma vela verde, fazendo uma oração sincera pela cura dessa situação e firmando o propósito de perdoar e recomeçar.

Quando as velas queimarem, prepare um banho de alecrim, fazendo uma oração para ter alegria e entusiasmo pela vida.

Tome esse banho da cabeça aos pés― ou então do ombro pra baixo, conforme a sua crença pessoal.

Deixe passar três dias. No quarto dia, prepare um punhadinho de pó de pemba rosa e verde, fazendo uma oração pela cura das suas emoções e sentimentos. Misture os dois pós e aplique na área do coração, com a mão direita e em movimento circular, no sentido horário (dos ponteiros do relógio). Se preferir, pode usar noz-moscada ralada, substituindo os pós, com a mesma finalidade. Depois dessa limpeza e renovação, você também pode carregar junto ao corpo uma pedrinha verde e uma cor-de-rosa. Primeiro, lave as pedras em água corrente, pedindo a Deus e aos Orixás que elas lhe tragam equilíbrio e saúde emocional e física.

Segure as pedras com as duas mãos, pedindo mentalmente que elas lhe transmitam as Energias do Amor Divino que tudo cura. Carregue-as no bolso ou de algum modo junto ao corpo, durante 7 dias. Depois desse tempo, lave-as de novo e repita a oração, antes de reutilizá-las.

Repita esse procedimento pelo tempo que quiser e sentir necessidade. Conforme for se acalmando, poderá espaçar o tempo de limpeza das pedras (14 dias, 21, 28).

Cuide-se bem.

Tenha amor por si mesmo e pela sua vida. Olhe pra si mesmo e pra todas as pessoas como filhos de Deus.

Aceite a sua vida do jeito que ela tem sido. Não perca tempo com revoltas...

Mas faça por melhorar aquilo que lhe parece necessário! Lembre-se: na Roma antiga, a morte na cruz era reservada para aqueles considerados criminosos contra o poder estabelecido. Mas o Mestre Jesus transformou-a num símbolo de superação e libertação...

Compreenda que todos nós temos estamos aqui para aprender e que estamos sujeitos a falhas. Aprenda a superar as dificuldades.

Trabalhe um dia de cada vez, organizando a sua casa interna.

Faça disso um hábito.

E fique na Paz!



Fonte: http://www.seteporteiras.org.br/
 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Chapéu Panamá: Salve, Salve, Malandragem!



Tendência veraneia em destaque nacional e mundo afora, a despeito do nome, o chapéu Panamá, é fabricado no Equador, conhecido por lá como "El fino". A palha, matéria-prima do chapéu, é tecida sempre em tramas fechadas, tendo como característica marcante, a cor clara, variando em diversos formatos. 

Com o calor e clima enebriante da estação das paixões arrebatadoras, o "acessório panamá" complementa o visual daqueles que procuram aliar o bem estar ao charme da moda contemporânea. Tendência unissex, de estilo despojado e chic, os chapéus panamenses podem ser utilizados em integração harmônica com diversas outras tendências veraneiras, tais como, estampas florais, vestimentas minimalistas, tecidos monocromáticos, cortes largos ou justos, curtos ou longos, lavagens em denim, combinações navy, tie dye e etc.

Sua origem histórica como marco de moda, remonta à primeira década do século passado, mais precisamente em 1906, quando, numa visita ao Panamá, Theodore Roosevelt, presidente norte-americano, desfilou pelo canal utilizando o chapéu em questão. Em razão deste episódio, simples, porém marcante, o chapéu passou a ser denominado "Panamá".  Durante o período da Segunda Guerra Mundial, o uso deste acessório de moda popularizou-se na América, como item de veraneio, largamente utilizado por homens da alta sociedade, denotando o garbo e elegância de seus usuários.

Desde sua primeira "aparição" em 1906, o chapéu panamá já fora utilizado por diversas personalidades reconhecidamente notórias do século passado, quais sejam: Winston Churchill, Kemal Atatürk, Harry Truman, Getúlio Vargas e Tom Jobim. No entanto, um dos pioneiros a aderir a tendência panamá, foi Santos Dumont, que já usava o seu em 1906. Hollywood também comprou a idéia veraneia do chapéu e, galãs como Humphrey Bogart e Clark Gable também desfilaram com os seus.

Getúlio Vargas


No Brasil, a utilização e status do chapéu panamá vai além do conceito de "moda pela moda", sendo também reconhecido como ícone de destaque entre segmentos religiosos e  de costumes locais. No entanto, para o devido alcance acerca da abrangência deste "simples" acessório de moda, iremos retornar a década de 40, mais precisamente ao ano de 1942.


A década de 40, no que tange a sua primeira metade, foi marcada pelos esforços diplomáticos no sentido de reunir um maior número de países aliados com o fim de derrota do regime nazista e, por consequência, término da Segunda Guerra Mundial. Neste contexto, em 1942, Wlat Disney, numa turnê pela América Latina  historicamente conhecida como "Good Neighbor Policy" ou Política da Boa Vizinhança, visitou o Brasil e ficou hospedado no hotel Copacabana Palace, na cidade do Rio de Janeiro.

O desenhista, multimilionário e maçom poderoso, durante sua estadia na cidade maravilhosa, declarou seu encantamento e paixão com o ritmo carioca de alegria, samba, boêmia e malandragem. Dessa forma, como "presente" a receptividade e alegria dos cariocas, Walt Disney criou, na varanda do hotel, um novo personagem Disney, de desenho animado, o Zé Carioca.


A intenção do ocultista, mais do que desenhista, Walt Disney, na criação do papagaio falante era a de representar, através de suas animações, o esteriótipo do brasileiro, mais especificamente, do carioca e suas crenças. A razão da escolha por um papagaio falante é de simples entendimento: o sr. Mickey ficou impressionado com o número de piadas de papagaios falantes que rondavam nos círculos sociais, daí a idéia de um papagaio que fala. No entanto, outras características do pássaro animado, vão além dos princípios de anedotas populares. O espírito do personagem deveria conotar o que mais encantou e chamou a atenção do desenhista em sua breve passagem pelo Brasil. Zé Carioca, além papagaio, tinha outros traços marcantes que não a fala; quais sejam: o chapéu panamá, a roupa vermelha e branca, o pandeiro, o guarda-chuva bengala e seu estilo "malandro" de ser. 

Ora, através desta descrição, não há como discordar de que o papagaio, Zé Carioca, até no próprio nome, confunde-se com a identidade do "malandro" Zé Pelintra, personagem folclórico e espiritual das mitologias afro-brasileiras e regionais da umbanda e do catimbó (ou catimba) não vinculado a entidades de cunho negativo.

Considerado, especialmente entre os umbandistas, como o espírito patrono dos bares, locais de jogo e sarjetas, "Seu Zé" é uma espécie de transcrição arquetípica do "malandro". No seu modo de vestir, Zé Pelintra é representado trajando terno completo na cor branca, sapatos de cromo, gravata grená ou vermelha e chapéu panamá de fita vermelha ou preta. Sempre boêmio, alegre e faceiro, o malandro "Seu Zé" é marcado por sua ginga no samba e molejo carioca, "papo doce", estilo galanteador e gíria popular.

Desta forma, além de emblema político, marco de moda ou acessório de status social, o chapéu panamá, ainda que fabricado no Equador, possui facetas e simbologias diversas no contexto da moda, política, religião e estilo de vida.


Fonte: Girly Stuffs.com
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Malandro Zé Pretinho.

O Mundo dá Voltas, por isso não fique parado! Sr Zé da Silva

Homenagem do Walt Disney aos Malandros Cariocas

AQUARELA DO BRASIL. É um curta metragem americano de animação da Disney lançado em 1942. E mostra pela primeira vez o personagem Zé Carioca, criado especificamente para o filme "Saludos Amigos" o sexto longametragem de animação dos Estúdios Disney e faz parte do último segmento do filme. O desenho mostra o Zé apresentando o samba e a cachaça ao Donald que está visitando o Brasil. Pra desenvolver o "curta" os desenhistas da Disney viajaram até o Rio de Janeiro, inclusive o próprio Walt Disney esteve no Brasil. A produção do desenho está relacionada com os esforços dos Estados Unidos para reunir aliados durante a segunda guerra mundial (1939-1945), esforço esse conhecido como "política da boa vizinhança". (Fonte wikipédia)

Salve!

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